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quarta-feira, 10 de março de 2021

Susana Silva - Feeling Good - RTL LATE NIGHT

«I'm just not the type of girl of high heels, short skirts and selling the image. The words are so much more important.»


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O sol e o covid

 «O IPMA informa que foi recentemente publicado na revista internacional “Photochemistry and Photobiology”, um artigo científico que demonstra o potencial da radiação UV na inativação do SARS-CoV-2 (Covid-19): Potential of Solar UV Radiation for Inactivation of Coronaviridae Family Estimated from Satellite.

Trata-se do primeiro trabalho publicado numa revista científica internacional sobre a relação do SARS-CoV-2 (Covid-19) e um elemento meteorológico, neste caso a radiação solar. A investigação que arrancou durante o confinamento, de Março e Abril, resultou da cooperação entre o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde da Universidade do Porto (CINTESIS), Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) e a Universidade de Medicina Veterinária de Viena (Áustria). Pretende contribuir para orientação de políticas públicas no combate à propagação do vírus.

Estes resultados mostram que a radiação solar UV tem um elevado potencial para inativar esses vírus, dependendo fortemente da localização geográfica e da estação do ano. Nas regiões tropicais e subtropicais (ex.: São Paulo, 23,5°S), a fração diária de sobrevivência do vírus é inferior a 0,01 % durante todo o ano, enquanto que em latitudes mais elevadas (ex.: Reiquiavique, 64°N) essa fração apenas pode ser encontrada em junho e julho.

Por exemplo, em Lisboa e no período de março, seriam necessárias entre 3 a 10 horas para o vírus ser eliminado pela radiação UV; por outro lado, no Inverno temos tempos para esterilização superiores a 20 horas, ou seja, um dia não chega para esterilizar superfícies no exterior.

Com este estudo - e todos os trabalhos feitos sobre a influência dos fatores meteorológicos sobre o novo coronavírus – prova-se ser a radiação UV efetiva na inativação do vírus.

Estes dados têm importantes implicações potenciais práticas, em termos de recomendações de Saúde Pública, de forma a minimizar o potencial de contágio através de diferentes superfícies e mesmo no potencial de contagiosidade do SARS-CoV-2.

É ainda argumento para potencial recomendação à população para poder usufruir de exposição solar nesta época de Outono, Inverno e até início da Primavera, altura em que os níveis do Índice UV raramente são maiores que 5, pelo que não são nocivos para a pele ou de risco significativo para aumento de números de Cancros da Pele, nomeadamente para exposições em tempo moderado. Adicionalmente poderia haver recomendação para colocar o maior número de objetos, utensílios, roupas, entre outros, à exposição solar que possa ocorrer nestes meses. O estímulo de caminhadas ao ar livre, em particular em dias de Sol, é de incentivar pelos benefícios psicológicos e físicos, em particular neste tempo de Covid 19.

Adicionalmente a este artigo é de referir que, neste ano de 2020 os níveis do Índice UV foram muito elevados  durante todo o mês de Maio (8 a 10, numa escala de 0 a 11, na maioria das localidade de Portugal (Continente e Ilhas) altura em que se assistiu a forte redução do número de casos Covid 19 e redução da letalidade ao mesmo, mantendo-se estes níveis baixos ate meados de Setembro, altura em que os níveis de UV reduziram significativamente. Desde essa altura até esta data, os níveis de UV tiveram naturalmente uma redução significativa em cerca de 60%, período em que se assistiu ao recrudescimento do número de casos e taxa de mortalidade. Naturalmente que esta incidência tem a ver com múltiplos fatores, nomeadamente encerramento ou abertura de atividade económica, abertura de escolas, etc.

Os autores do estudo foram: Fernanda Carvalho (IPMA), Diamantino Henriques (IPMA), Osvaldo Correia (Dermatologista, Presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, Professor Afiliado da Faculdade de Medicina do Porto; Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde da Universidade do Porto – CINTESIS) e Alois Schmalwieser (Universidade de Medicina Veterinária de Viena, Áustria).»

https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/textos/RadiacaoUV_covid19.html

segunda-feira, 5 de março de 2018

Regarding clearing land until 15th of March


Carta a um vizinho:

«Hi [...],

First of all, let me tell you that this law comes from 2006 and since then not much was made about it and only now, suddenly, the government wants everyone to comply with it as a way of preventing fires next summer because last summer was so bad... I just hope that the same kind of pressure is being made to those huge eucaliptus and pine monocultures, mostly in central Portugal.

Second, it's important to understand that there are not enough means (economic, tools, companys or working people) to do all the necessary land clearing work to comply with these rules in less than 2 weeks, nation-wide.

Third, Minho is not prone to big fires, because there's a lot of water all year long, not so much forest and lots of people still living on the land and by the land.

Now, considering that, let me tell you that, in terms of inspections, there are first priority freguesias, second priority freguesias and freguesias out of priority. And I'm afraid yours is first priority. [...]

It seems that the law says that fruit trees are not included on this legislation (if they are on farming land or a garden, which is your case). So I wouldn't worry about olive trees.

The thing is that oak tree of yours... At the first look it might seem that less than 5 metres from buildings all trees (canopys) are forbiden. But there are good news: Recently, some text was added to the previous law which states:

«Excecionalmente, no caso de arvoredo de especial valor patrimonial ou paisagístico pode admitir-se uma distância inferior a 5 m, desde que seja reforçada a descontinuidade horizontal e vertical de combustíveis e garantida a ausência de acumulação de combustíveis na cobertura do edifício.»

and that means something like

«Exceptionally, in the case of trees of particular heritage or landscape value, a distance of less than 5 m may be permitted provided that the horizontal and vertical discontinuity of fuels is reinforced and the lack of fuel accumulation on the roof of the building is guaranteed.»

Actually it seems that the bottom line of this whole law is to provide «...that the horizontal and vertical discontinuity of fuels is reinforced...» and that's what I've seen at your place.

It seems to me that if you keep:

- that tree with no branches on the first 4 meters (or 50% of its height if it's less than 8 meters tall);

- your roof clear of dead leaves;

- and because it's an isolated tree...

... you should be alright!

As I told you on the phone earlier today, if you do get a fine and want to refuse it, you can always try to claim the truth: that tree provides shade in your house, which is precious since it has a glass wall facing south, and it brings moisture to the soil, which ultimatly prevents fires. Oaks help prevent fires so they mustn't be considered to be removed in the name of preventing fires!

Actually, some kinds of oaks are legally protected such as the cork oak and the holm oak (or holly oak). Unfortunatelly not this kind (quercus robur) (wild oak?)...

If you're looking for further information you can ask:
- at the "Junta de Freguesia [...]";
- or at the "Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal" at [...] town hall.

If you prefer you can have a lawer looking at your tree and at the law:
- 2006
https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/358491/details/normal?l=1
- 2018
https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/114685734/details/normal?q=%28Decreto-+Lei+n.%C2%BA%2010%2F2018%2C%20de+14+de+Fevereiro%29

And you can follow these links:

https://www.publico.pt/2018/02/23/sociedade/noticia/nao-nao-e-para-cortar-todas-as-arvores-a-volta-da-sua-casa-1804161

https://www.publico.pt/2018/02/23/sociedade/perguntaserespostas/pr-legislacao-sobre-limpeza-de-terrenos-1804175

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O problema dos incêndios em Portugal

«O problema dos incêndios em Portugal, que é o problema do nosso território, que é o problema do nosso campesinato em extinção, fenómeno cujas consequências gravíssimas são alegremente ignoradas por quase todas as massas urbanas do país e em primeiro lugar pelas supostas elites, não pode deixar de ser analisado sempre que houver oportunidade.»

José Marques
26/1/2017
Fórum "Futuro Terra"
https://groups.google.com/forum/#!forum/futuroterra

terça-feira, 14 de março de 2017

Há cerca de 100 anos atrás, perguntaram ao explorador George Mallory, que viria a morrer no Monte Evereste, porque é que queria escalá-lo. Ele respondeu: «Because it is there.» (Porque ele está lá.)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Freedom?

«It is perfectly possible for a man to be out of prison and yet not free - to be under no physical constraint and yet to be a psychological captive... The victim of mind-manipulation does not know that he is a victim. To him the walls of his prison are invisible, and he believes himself to be free... His servitude is strictly objective.»
Aldous Huxley,
Brave New World

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Atravessando

«O texto utilizado para a narração de "Passing Through" faz parte de um discurso que o cientista e inventor sérvio Nikola Tesla fez em 1893 no Instituto Franklin, na Filadélfia. Embora hoje seja menos conhecido do que figuras como Thomas Edison e Albert Einstein, Tesla foi de certa forma o pai de grande parte de nossa tecnologia moderna, uma vez que ele, entre outras coisas, desenvolveu as bases do sistema elétrico em corrente alternada e os princípios da comunicação de rádio sem fio.

Na época, ele foi profundamente influenciado pelo físico e filósofo austríaco Ernst Mach, acreditando que o mundo deve ser concebido como um todo, onde tudo está interligado influenciando todas as coisas. E que a energia é uma força que atravessa tudo, seja matéria inorgânica, organismos ou a consciência humana. De acordo com essa linha de pensamento, cada ação tem conseqüências universais, não diferente do que o pai da teoria do caos, Edward Lorenz em 1960, chamou de "efeito borboleta".»



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Anselm Jappe: O que faremos se o sistema já não conseguir criar trabalho?


No capitalismo, é a relação com o trabalho que nos define, diz o filósofo Anselm Jappe, em Lisboa a convite do Teatro Maria Matos. Mas o sistema é um "castelo de cartas que começa a perder peças". E é tempo de repensar o conceito de trabalho
O capitalismo distorceu a ideia de trabalho, desligando-a das necessidades reais da sociedade. Trabalhamos a um ritmo cada vez mais acelerado apenas para alimentar a lógica do sistema. Mas este parece ter entrado numa rota de autodestruição porque, com a exclusão de cada vez mais gente do mercado de trabalho, há também cada vez mais gente excluída do consumo, afirma o filósofo Anselm Jappe, nascido em 1962 na Alemanha e que hoje vive entre França e Itália.
Jappe - que tem três livros editados em Portugal pela Antígona, entre os quais...
Continuar a ler em:

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Queda de cabelo, alergias e desmaios depois de uma explosão em laboratórios da Universidade do Minho


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 http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=698324&tm=2&layout=123&visual=61
Rosa Azevedo
 
Há preocupação entre os funcionários da Universidade do Minho devido à onda de reações alérgicas, queda de cabelo e desmaios, depois de um incêndio num laboratório há cerca de um mês. Oito técnicos já fizeram análises ao sangue, mas os resultados ainda não são conhecidos. 
O Jornal de Notícias desta manhã refere que no laboratório de Química Orgânica que explodiu a 26 de outubro estavam produtos com o rótulo de “muito tóxicos”. Os responsáveis da Universidade do Minho afirmam que ainda não possuem dados que permitam associar o incidente aos problemas de saúde. 
A reitoria da universidade do Minho, que deverá emitir um comunicado ao longo do dia, reconhece que há problemas, embora negue que sejam de origem radioativa.
(com Sandra Henriques)

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http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/radioatividade-laboratorio-explosao-universidade-minho-tvi24/1513143-4071.html

2013-11-25 11:08

Desmaios de técnicos, queda de cabelo e alergias estão a causar preocupação na Universidade do Minho. Os sintomas surgiram após a explosão num laboratório em outubro e as causas estão por apurar. A reitoria admite a existência de um composto orgânico volátil, mas há quem fale em material radioativo.

De acordo com o «Jornal de Notícias» (JN), os funcionários da Universidade estão apreensivos com a possibilidade de haver matérias tóxicas à solta no edifício onde funcionam os laboratórios de Biologia, Química e Física, em Braga. O mesmo edifício onde explodiu e ardeu o laboratório de Química Orgânica, a 26 de outubro de 2012, e onde estavam produtos com o rótulo de «muito tóxicos». Os responsáveis da Universidade do Minho argumentam que ainda não têm dados que permitam associar o incêndio à onda de alergias.

O caso mais grave de que há notícia é o de uma técnica do laboratório de Física, que fica situado imediatamente abaixo do espaço onde ocorreu o acidente. A funcionária foi internada no Hospital de Braga, uma semana depois do incêndio, com sintomas de alergias, de náuseas, queda de cabelo e queda parcial do pelo das sobrancelhas. Já teve alta hospitalar, mas permanece de baixa médica.

Este e outros casos, como por exemplo os dois desmaios ocorridos na passada quinta-feira, estarão a ser alvo de procedimentos minuciosos da reitoria da universidade, até porque se desconhecem as causas. Já foram efetuadas análises sanguíneas a oito técnicos, mas o resultado ainda não é conhecido.

Três dias após o incêndio, uma empresa especializada fez análises à qualidade do ar de todo o edifício. «Todos os parâmetros analisados estavam abaixo dos valores de referência, com exceção de dois laboratórios, onde já tínhamos tido indicações no passado», explicou ao JN, Paulo Ramísio, pró-reitor com a tutela das infraestruturas.

Apesar da explicação do pró-reitor, o JN sabe que entre os funcionários da universidade corre a informação de que houve a libertação de substâncias radioativas. As análises só vieram adensar as dúvidas sobre a ligação entre as reações alérgicas e o incêndio no laboratório de Química. Isto porque um dos laboratórios onde foram detetados níveis elevados de compostos orgânicos voláteis (COV) é afastado da zona do incêndio. O outro é precisamente ao lado.

Paulo Ramísio refere que a reitoria está «a averiguar formas e procedimentos que poderão criar sintomas alérgicos nas pessoas». O pró-reitor acrescenta que espera identificar a causa «a muito curto prazo, para que que esses problemas deixem de aparecer».

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Há vida inteligente no Universo (?)

No email de um amigo meu dizia:

«Uma das questões que vem permanecendo de forma mais ou menos constante no debate mais ou menos público é o de se “existe vida inteligente noutros planetas". Parece-me que, face à imensidão do universo, a presunção de que o Planeta Terra é o único onde existe vida inteligente é, no mínimo, profundamente arrogante e presunçosa.Por outro lado, aquela que me parece a questão mais premente a colocar é a de se “se existe vida inteligente no Planeta Terra” ou, por outras palavras, se a vida inteligente é a forma de vida predominante entre, sobretudo, a espécie humana. Será que se pode identificar um padrão predominante de inteligência quando nos estamos a referir a uma espécie que tem vindo a destruir de forma vertiginosa o próprio habitat que sustenta toda a viabilidade biológica da sua própria existência? Afinal de contas, o que é isso de “vida inteligente”?» 
Lembrei-me de uma tira do Calvin & Hobbes, de um só quadrado em que o miúdo, perto de uma paisagem em que se vê uma árvore cortada e muito lixo no chão, diz para o seu boneco tigre: "Às vezes penso que a prova mais evidente de que existe vida inteligente algures no Universo é o facto de que até hoje ainda nenhuma nos ter tentado contactar..."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Regulamentação das Terapêuticas Não-Convencionais

«A regulamentação das Terapêuticas Não-Convencionais (TNC) deveria estar concluída no prazo de 180 dias após a data de publicação da Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto, e o processo, propriamente dito, de credenciação, formação e certificação dos profissionais terminado até ao final de 2005. Nenhum destes prazos foi cumprido. Aliás, a Comissão Técnica Consultiva nomeada para o efeito, em 2005, interrompeu os trabalhos há mais de um ano, devido à demissão do seu coordenador, não tendo até ao momento, tanto quanto parece, sido nomeado novo coordenador.


A Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto, permanece, desta forma, quase oito anos volvidos sobre a sua publicação, sem qualquer efeito prático ao nível da salvaguarda dos direitos e interesses dos utilizadores, nomeadamente a garantia da qualidade dos cuidados prestados e da qualificação daqueles que exercem as TNC.


A não regulamentação daquele diploma afecta também de forma gravosa os próprios profissionais das TNC. Por um lado, impossibilita o reconhecimento profissional e social das pessoas que se dedicam ao exercício das TNC, enquanto profissionais habilitados, certificados e credenciados para o efeito. Por outro lado, impede que as prestações de serviços por parte de profissionais das TNC beneficiem da isenção de IVA, tal como acontece com outros profissionais na área da Saúde. Esta situação, consubstancia uma clara discriminação dos profissionais das TNC, a qual se deve unicamente à negligência dos sucessivos Governos, no cumprimento as suas obrigações.


Os serviços prestados pelos profissionais das TNC estão sujeitos a IVA à taxa normal, enquanto as prestações de serviços efectuadas por outras profissões na área da saúde (médicos, enfermeiros e outras profissões paramédicas) estão isentas de IVA. O Ministério das Finanças e da Administração Pública recusa-se a isentar de IVA as prestações de serviços realizadas pelos profissionais das TNC, enquanto a Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto, não estiver regulamentada.


A própria Entidade Reguladora da Saúde, veio alertar no início de 2011, para a necessidade de o Governo regulamentar a Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto, considerando que estão em causa os interesses e a segurança das pessoas que recorrem a estas terapias, mas também dos próprios profissionais. Desconhece-se, no entanto, qualquer nova diligência do Governo nesse sentido.


As várias TNC têm vindo a registar uma procura crescente, em Portugal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em muitos países desenvolvidos, 70% a 80% da população já experimentou alguma forma de TNC. De igual modo, as TNC são cada vez mais utilizadas no âmbito dos actuais sistemas de saúde.


Quando praticadas correctamente, as TNC podem proteger e melhorar a saúde e o bem-estar dos utilizadores. Para tal, o exercício das TNC requer que sejam garantidos padrões de segurança, eficácia e qualidade, que constituem a base da protecção dos utilizadores.


Com esse intuito, a OMS recomenda que as autoridades nacionais legislem sobre esta matéria, procedendo, nomeadamente, à regulamentação da prática das TNC.


Assim, pede-se ao Governo que:


- Tome as medidas necessárias para que sejam retomados, com urgência, os trabalhos conducentes à regulamentação da Lei n.º 45/2003, de 22 de Agosto – “Lei do enquadramento base das terapêuticas não convencionais”;


- Defina um novo prazo limite para a completa implementação do processo de credenciação, formação e certificação dos profissionais que se dedicam ao exercício das terapêuticas não convencionais;»

sábado, 22 de janeiro de 2011

Linha do Tua – Um Conselho Nacional de Incultura


INFORMAÇÃO À IMPRENSA
A Campo Aberto – associação de defesa do ambiente manifesta publicamente a sua solidariedade com as populações afectadas pela construção da barragem do vale do Tua e o repúdio pelo recente parecer do Conselho Nacional de Cultura, que despreza e ignora o imenso valor patrimonial da simbiose entre a obra humana ferroviária e a grandiosa paisagem em que se inscreve.
A prevista destruição da linha ferroviária do Tua, que uma barragem ameaça submergir, despertou um intenso movimento de repúdio na própria região e um pouco por todo o país. O início de um processo para classificar a linha do Tua como património nacional foi um dos resultados desse movimento, que chegou a despertar alguma esperança. No entanto, o Ministério da Cultura viria a arquivar o processo de classificação, com base num parecer do Conselho Nacional de Cultura.
Que diz o parecer? Basicamente, nega qualquer valor relevante ao património em causa do ponto de vista arquitectónico, etnográfico, técnico, científico, industrial e cultural, negação essa ponto por ponto e sectorial, desgarrada, nunca considerando o conjunto integrado de todos esses elementos no contexto da sua inserção paisagística.
Este Conselho Nacional de Incultura mostrou bem não compreender, ou antes não querer compreender, o essencial. Não é a linha, não são as estações, não é nenhum dos elementos desgarrados com que o parecer se ocupa, que tornam aquele património único em Portugal e raríssimo no mundo. Património precioso e invulgar é sim o casamento da linha e da paisagem em que se inscreve, e isso foi, num acto de lesa cultura, inteiramente posto de lado no parecer em causa.
Como se depreende do que escreve Sant’Anna Dionísio no reputado Guia de Portugal, a linha e a «garganta encaixada entre caóticas penedias», os «alcantis formidáveis», são uma unidade indissociável. Foi à destruição dessa unidade que o Ministério da Cultura deu luz verde, consentindo que seja retirado do nosso usufruto aquela grandiosa paisagem. É esse enlace majestoso que vai desaparecer com a bênção da Incultura.
Portugal fica mais pobre. E mais inculto.
Porto, Janeiro de 2011

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Global Ecovillage Network

"The movement to create ecovillages is perhaps the most comprehensive antidote to dependence on the global economy. Around the world, people are building communities that attempt to get away from the waste, pollution, competition and violence of contemporary life.The Global Ecovillage Network links several of these communities worldwide."
Helena Norberg-Hodge : Director of the International Society for Ecology & Culture (ISEC)

http://www.gen-europe.org/