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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O sol e o covid

 «O IPMA informa que foi recentemente publicado na revista internacional “Photochemistry and Photobiology”, um artigo científico que demonstra o potencial da radiação UV na inativação do SARS-CoV-2 (Covid-19): Potential of Solar UV Radiation for Inactivation of Coronaviridae Family Estimated from Satellite.

Trata-se do primeiro trabalho publicado numa revista científica internacional sobre a relação do SARS-CoV-2 (Covid-19) e um elemento meteorológico, neste caso a radiação solar. A investigação que arrancou durante o confinamento, de Março e Abril, resultou da cooperação entre o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde da Universidade do Porto (CINTESIS), Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) e a Universidade de Medicina Veterinária de Viena (Áustria). Pretende contribuir para orientação de políticas públicas no combate à propagação do vírus.

Estes resultados mostram que a radiação solar UV tem um elevado potencial para inativar esses vírus, dependendo fortemente da localização geográfica e da estação do ano. Nas regiões tropicais e subtropicais (ex.: São Paulo, 23,5°S), a fração diária de sobrevivência do vírus é inferior a 0,01 % durante todo o ano, enquanto que em latitudes mais elevadas (ex.: Reiquiavique, 64°N) essa fração apenas pode ser encontrada em junho e julho.

Por exemplo, em Lisboa e no período de março, seriam necessárias entre 3 a 10 horas para o vírus ser eliminado pela radiação UV; por outro lado, no Inverno temos tempos para esterilização superiores a 20 horas, ou seja, um dia não chega para esterilizar superfícies no exterior.

Com este estudo - e todos os trabalhos feitos sobre a influência dos fatores meteorológicos sobre o novo coronavírus – prova-se ser a radiação UV efetiva na inativação do vírus.

Estes dados têm importantes implicações potenciais práticas, em termos de recomendações de Saúde Pública, de forma a minimizar o potencial de contágio através de diferentes superfícies e mesmo no potencial de contagiosidade do SARS-CoV-2.

É ainda argumento para potencial recomendação à população para poder usufruir de exposição solar nesta época de Outono, Inverno e até início da Primavera, altura em que os níveis do Índice UV raramente são maiores que 5, pelo que não são nocivos para a pele ou de risco significativo para aumento de números de Cancros da Pele, nomeadamente para exposições em tempo moderado. Adicionalmente poderia haver recomendação para colocar o maior número de objetos, utensílios, roupas, entre outros, à exposição solar que possa ocorrer nestes meses. O estímulo de caminhadas ao ar livre, em particular em dias de Sol, é de incentivar pelos benefícios psicológicos e físicos, em particular neste tempo de Covid 19.

Adicionalmente a este artigo é de referir que, neste ano de 2020 os níveis do Índice UV foram muito elevados  durante todo o mês de Maio (8 a 10, numa escala de 0 a 11, na maioria das localidade de Portugal (Continente e Ilhas) altura em que se assistiu a forte redução do número de casos Covid 19 e redução da letalidade ao mesmo, mantendo-se estes níveis baixos ate meados de Setembro, altura em que os níveis de UV reduziram significativamente. Desde essa altura até esta data, os níveis de UV tiveram naturalmente uma redução significativa em cerca de 60%, período em que se assistiu ao recrudescimento do número de casos e taxa de mortalidade. Naturalmente que esta incidência tem a ver com múltiplos fatores, nomeadamente encerramento ou abertura de atividade económica, abertura de escolas, etc.

Os autores do estudo foram: Fernanda Carvalho (IPMA), Diamantino Henriques (IPMA), Osvaldo Correia (Dermatologista, Presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, Professor Afiliado da Faculdade de Medicina do Porto; Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde da Universidade do Porto – CINTESIS) e Alois Schmalwieser (Universidade de Medicina Veterinária de Viena, Áustria).»

https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/textos/RadiacaoUV_covid19.html

terça-feira, 10 de novembro de 2020

segunda-feira, 5 de março de 2018

Regarding clearing land until 15th of March


Carta a um vizinho:

«Hi [...],

First of all, let me tell you that this law comes from 2006 and since then not much was made about it and only now, suddenly, the government wants everyone to comply with it as a way of preventing fires next summer because last summer was so bad... I just hope that the same kind of pressure is being made to those huge eucaliptus and pine monocultures, mostly in central Portugal.

Second, it's important to understand that there are not enough means (economic, tools, companys or working people) to do all the necessary land clearing work to comply with these rules in less than 2 weeks, nation-wide.

Third, Minho is not prone to big fires, because there's a lot of water all year long, not so much forest and lots of people still living on the land and by the land.

Now, considering that, let me tell you that, in terms of inspections, there are first priority freguesias, second priority freguesias and freguesias out of priority. And I'm afraid yours is first priority. [...]

It seems that the law says that fruit trees are not included on this legislation (if they are on farming land or a garden, which is your case). So I wouldn't worry about olive trees.

The thing is that oak tree of yours... At the first look it might seem that less than 5 metres from buildings all trees (canopys) are forbiden. But there are good news: Recently, some text was added to the previous law which states:

«Excecionalmente, no caso de arvoredo de especial valor patrimonial ou paisagístico pode admitir-se uma distância inferior a 5 m, desde que seja reforçada a descontinuidade horizontal e vertical de combustíveis e garantida a ausência de acumulação de combustíveis na cobertura do edifício.»

and that means something like

«Exceptionally, in the case of trees of particular heritage or landscape value, a distance of less than 5 m may be permitted provided that the horizontal and vertical discontinuity of fuels is reinforced and the lack of fuel accumulation on the roof of the building is guaranteed.»

Actually it seems that the bottom line of this whole law is to provide «...that the horizontal and vertical discontinuity of fuels is reinforced...» and that's what I've seen at your place.

It seems to me that if you keep:

- that tree with no branches on the first 4 meters (or 50% of its height if it's less than 8 meters tall);

- your roof clear of dead leaves;

- and because it's an isolated tree...

... you should be alright!

As I told you on the phone earlier today, if you do get a fine and want to refuse it, you can always try to claim the truth: that tree provides shade in your house, which is precious since it has a glass wall facing south, and it brings moisture to the soil, which ultimatly prevents fires. Oaks help prevent fires so they mustn't be considered to be removed in the name of preventing fires!

Actually, some kinds of oaks are legally protected such as the cork oak and the holm oak (or holly oak). Unfortunatelly not this kind (quercus robur) (wild oak?)...

If you're looking for further information you can ask:
- at the "Junta de Freguesia [...]";
- or at the "Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal" at [...] town hall.

If you prefer you can have a lawer looking at your tree and at the law:
- 2006
https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/358491/details/normal?l=1
- 2018
https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/114685734/details/normal?q=%28Decreto-+Lei+n.%C2%BA%2010%2F2018%2C%20de+14+de+Fevereiro%29

And you can follow these links:

https://www.publico.pt/2018/02/23/sociedade/noticia/nao-nao-e-para-cortar-todas-as-arvores-a-volta-da-sua-casa-1804161

https://www.publico.pt/2018/02/23/sociedade/perguntaserespostas/pr-legislacao-sobre-limpeza-de-terrenos-1804175

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Distinguir a vespa asiática da vespa europeia


Na verdade, acho que são difíceis de distinguir quando estão a voar... Acho que outra diferença é que a vespa crabro (europeia, nativa) normalmente faz ninhos em sotãos, telhados ou construções abandonadas, que aquecem ao sol, enquanto a vespa velutina (asiática, invasora) prefere a sombra das copas das árvores.



Aqui, a posar para a fotografia. Ao contrário da imagem anterior, asiática à esquerda e europeia à direita.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Miso...

...é um produto processado, derivado, de soja fermentada. Parecido com o Shoyu - molho de soja - mas em creme. O Shoyu fermenta cerca de dois anos, o Miso muito mais. Utiliza-se muito em sopas, em patés ou de outras maneiras.

Para uma sopa: Fazer como de costume mas não juntar sal. No final esperar que arrefeça um pouco até se conseguir pôr um dedo dentro sem queimar, mexendo bem. Pôr uma colher pequena de Miso em cada prato e juntar a sopa aos poucos para se dissolver bem.

Para um paté: Esfarelar Tofu natural e liquidificar juntando um pouco de Bebida de soja ou água se necessário. Acrescentar Miso a gosto. Juntar Azeite e outros ingredientes para variar.

O importante é nunca ferver, uma vez que o Miso é um alimento vivo, tal como o Iogurte. Não se estraga facilmente porque normalmente é muito salgado mas deve-se guardar no frigorífico e evitar alterações de temperatura para manter qualidade óptima.

É um produto tradicional da china e japão, muito antigo, mais antigo do que a bebida de soja ou o tofu. Vulgarizou-se por todo o mundo muito graças à filosofia Macrobiótica. Há muitas varidades. O Miso Mugi de cevada, salgado, é muito popular e equilibrado. O da marca Danival, biológico, com soja produzida em França, distribuido em Portugal pela Próvida, é bom. O nome original lê-se misô.